a dar-te um nome estranho,
a ver sempre senão sua imagem
é tal a forma como me envergonho
quando vejo teu sorriso e não sei como devolver
não seria senão um fracasso essa vã tentativa
de a igualar, de lhe dar um pouco do que a mim me dá
não consigo tocar nas palavras
a escassez dos sentimentos certos
como a quero, como choro tê-la desiludido
como salto em júbilo ao tê-la de novo, essa longínqua hipótese
TODO o santo segundo me acompanhas
chateio-te, o meu nervosinho, a rolha que não tenho
por ti seria mudo
algo feliz
todo aquele corpo uma fonte de juventude
deixai-me beber, de uma flute de champagne
senhora
agarra-me enquanto nos conduzo na mota
de várias maneiras
todas transmitem algo
aí consigo sorrir gigantemente
não consigo dar-te a poesia que tu és
não ouso cantar-te, far-te-ias mouca
simplesmente te sinto no sangue que me corre nas veias
em todas as batidas do meu coração
quero proteger o teu.
(Para a CPLA.)